Relatório do Índice do Custo da Cesta Básica em Santana do Livramento: Fevereiro de 2026 O propósito do Projeto de Cálculo do Índice do Custo da Cesta Básica em Santana do Livramento é mensurar a variação mensal nos preços dos alimentos que compõem a cesta básica. Além de fornecer um indicador que reflete as oscilações nos preços dos itens essenciais, este índice se revela de relevância porque avalia potenciais perdas de poder de compra do salário-mínimo e potencializa o cálculo para o reajuste anual do salário-base dos trabalhadores. Este índice é calculado mediante a aplicação de uma metodologia fundamentada naquela utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). A pesquisa de campo é conduzida em Santana do Livramento durante a última semana de cada mês, abrangendo oito supermercados nos quais se coletam os preços dos produtos que compõem a cesta básica. Tabela 1 ? Variação dos Gastos dos Itens da Cesta Básica entre janeiro e fevereiro de 2026 Produtos Unidade de medida Gastos R$ em Janeiro 2026 Gastos R$ em Fevereiro 2026 Variação (%) Arroz 3 kg 12,54 12,69 +1,21% Feijão 4,5 kg 21,89 23,27 +6,27% Banana 90 un 69,06 58,73 -14,96% Açúcar 3 kg 13,92 13,35 -4,11% Batata 6 kg 14,27 21,46 +50,42% Café 600 g 39,21 39,35 +0,36% Pão 6 kg 74,22 72,19 -2,74% Tomate 9 kg 55,32 52,23 -5,57% Carne 6,6 kg 284,43 291,10 +2,35% Manteiga 750 g 47,50 48,61 +2,34% Óleo 900 ml 8,53 8,16 -4,36% Farinha 1,5 kg 5,77 6,41 +11,15% Leite 7,5 l 32,91 32,18 -2,19% Total - 679,55 679,73 +0,03% Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Na Tabela 1 acima podemos constatar os gastos mensais com cada um dos alimentos que compõem a cesta básica em Santana do Livramento, nos meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026, além da variação percentual observada. O custo da cesta básica entre final de janeiro e final de dezembro, em Santana do Livramento, teve um aumento de 0,03%. Em Porto Alegre houve um aumento de, (2,22%) segundo o DIEESE (2026, p. 25). Os produtos no mês de fevereiro que apresentaram alta nos preços foram batata (50,42%), farinha (11,15%), feijão (6,27%), manteiga (2,35%), carne (2,34%), arroz (1,21%) e o café (0,36%). Por outro lado, alguns alimentos apresentaram queda, como a banana (-14,96%), tomate (-5,57%), óleo (-4,36%), açúcar (-4,11%), pão (-2,74%) e o leite (-2,19%). No Gráfico 1 observa-se a evolução dos preços dos itens que compõem a cesta básica no período compreendido entre janeiro e fevereiro de 2026. A variação percentual é calculada com base nos preços médios registrados nos dois meses e expressa a flutuação dos custos desses itens no referido período, o que pode ter implicações relevantes para o orçamento dos consumidores. Gráfico 1 - Variação percentual dos itens da cesta básica entre janeiro e fevereiro de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Observa-se que a batata foi o item com maior aumento no período. Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em fevereiro de 2026, o custo da cesta básica no Brasil aumentou em 14 capitais, das 27 capitais pesquisadas. Alguns produtos da cesta básica apresentaram aumento de preços entre janeiro e fevereiro de 2026, embora o comportamento tenha variado entre Porto Alegre e Santana do Livramento. Na capital, sete itens registraram alta: tomate (25,86%), feijão (6,50%), pão (1,44%) e carne (0,71%). Em Santana do Livramento, a quantidade de produtos com elevação foi maior, com seis produtos registrando alta. Por outro lado, a outra metade dos alimentos apresentou redução de preços. Em Porto Alegre, o tomate foi o item com a maior alta (25,86%), comportamento distinto observado em Santana do Livramento, onde esse mesmo produto registrou queda. Um item apresentou redução simultânea nos dois municípios, como o pão (-1,44 e -2,74%). Já alguns itens, por sua vez, exibiram comportamento distinto, com aumento em Porto Alegre e queda em Santana do Livramento, como feijão (-6,50 e 6,27%) e carne (-0,71 e 2,34%). O Gráfico 2 apresenta a evolução do custo da cesta básica em Santana do Livramento ao longo de 12 meses, entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. Observa-se que o valor da cesta variou significativamente durante esse período, apresentando altos e baixos. Gráfico 2 - Comparativo do custo da cesta básica em Santana do Livramento, entre os períodos de fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. O custo total da cesta básica de Santana do Livramento demonstra um aumento no acumulado de doze meses. Conforme representado no Gráfico 2, o valor passou de R$ 671,05 em fevereiro de 2025 para R$ 679,73 em fevereiro de 2026, correspondendo a uma variação acumulada de 1,29% no período. Esse resultado reflete a inflação específica dos alimentos essenciais no período, indicando que, para adquirir a mesma quantidade de itens, o trabalhador precisou destinar uma parcela maior de sua renda, em termos absolutos. Embora o salário-mínimo também tenha sido reajustado no período, o aumento no custo da cesta básica implica que uma fração do ganho adicional fosse absorvida pela elevação dos preços, reduzindo o ganho real de poder de compra. A Tabela 2 compila informações relativas ao balanço nos últimos 12 meses no custo de cada item da cesta básica mensal, apresentando a variação entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. Tabela 2 - Comparativo do Custo da cesta Básica por alimento em doze meses Produtos Unidade de medida Gasto R$ em fevereiro 2025 Gastos R$ em fevereiro 2026 Variação (%) Arroz 3 kg 18,05 12,69 -29,70% Feijão 4,5 kg 33,87 23,27 -31,31% Banana 90 un 62,43 58,73 -5,93% Açúcar 3 kg 15,46 13,35 -13,65% Batata 6 kg 26,39 21,46 -18,68% Café 600 g 33,63 39,35 +17,01% Pão 6 kg 72,56 72,19 -0,51% Tomate 9 kg 45,74 52,23 +14,19% Carne 6,6 kg 257,36 291,10 +13,11% Manteiga 750 g 52,45 48,61 -7,32% Óleo 900 ml 8,51 8,16 -4,11% Farinha 1,5 kg 5,95 6,41 +7,73% Leite 7,5 l 38,64 32,18 -16,72% Total - 671,05 679,73 +1,29% Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Nos últimos 12 meses, os preços dos itens que compõem a cesta básica de Santana do Livramento apresentaram variações, em oito dos treze produtos registrando queda. O destaque do período foi o café, que apresentou a maior alta (17,01%), seguido pelo tomate (14,19%), por carne (13,11%) e farinha (7,73%). Em Porto Alegre, a tendência foi semelhante, embora com variações mais acentuadas. O tomate apresentou aumento de (48,40%), valor superior ao registrado em Livramento. Por outro lado, nove produtos apresentaram queda em Santana do Livramento nos últimos 12 meses, com destaque para o feijão (-31,31%), arroz (-29,70%), batata (-18,68%) e leite (-16,72%). Também houve redução nos preços do açúcar (-13,65%), da manteiga (-7,32%), da banana (-5,93%), óleo (-4,11%) e do pão (-0,51%). Em Porto Alegre, o movimento foi um pouco diferente, com redução do arroz (-31,50%), feijão (-28,95%), leite (-12,45%), manteiga (-3,80%), açúcar (-3,18%), óleo (-2,35%), farinha (-1,20%) e banana (-0,78%). O Gráfico 3 apresenta a particiçação percentual de cada item no custo da cesta básica em Santana do Livramento, no mês de fevereiro de 2026, evidenciando os alimentos que mais pressionam o custo total. O gráfico permite visualizar o peso relativo de cada produto, ou seja, quanto cada item representa no custo total da cesta. Gráfico 3 - Composição percentual do custo total da cesta básica de Santana do Livramento no mês de fevereiro de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Conforme ilustrado no Gráfico 3, verifica-se que o componente mais oneroso para o orçamento é a carne, representando 43% do custo total, seguido pelo pão (11%), banana (9%), tomate (8%), manteiga (7%), café (6%), leite (5%), feijão (3%), batata (3%), açúcar (2%), arroz (2%) óleo (1%) e farinha (1%). O Gráfico 4 apresenta a porcentagem do salário-mínimo comprometida com a aquisição da cesta básica em Santana do Livramento, no período de agosto de 2024 a fevereiro de 2026. A análise demonstra a variação mensal do peso da cesta básica sobre o rendimento mínimo legal, evidenciando os momentos em que o custo dos alimentos essenciais representou maior ou menor impacto no orçamento do trabalhador. Observa-se que houve um pequeno aumento, de 41,92% para 41,93% no custo da cesta básica em comparação ao período anterior. Neste contexto, verifica-se que a proporção do salário-mínimo requerida para aquisição da cesta básica é agora de 41,93%. Gráfico 4 - Porcentagem do salário-mínimo utilizada para a compra da cesta básica em Santana do Livramento no mês de janeiro de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. A Tabela 3 compila informações relativas ao Salário-Mínimo, o total de horas de trabalho mensal, o custo total da Cesta Básica e o percentual correspondente necessário para adquiri-la. Essa análise revela a elevação do tempo de trabalho requerido para a aquisição da cesta básica, embora ainda seja notável que o consumidor destine aproximadamente metade de sua renda mensal para a compra dos treze produtos que compõem a Cesta Básica. Considerando que o valor do salário-mínimo pago pelas duzentas e vinte horas de trabalho mensal é de R$1.621,00, pode-se concluir que, em janeiro, o trabalhador de Santana do Livramento precisou dedicar 92 horas e 15 minutos para adquirir a cesta básica, enquanto em Porto Alegre o tempo de dedicação foi ainda maior, alcançando 111 horas e 34 minutos. A pesquisa divulgada pelo DIEESE para o mês de fevereiro de 2026 aponta que, para a manutenção de uma família de quatro pessoas, o salário-mínimo necessário seria de R$7.164,94 ou 4,42 vezes o salário-mínimo atual de R$1.621,00. Tabela 3 - Evolução do Valor da Cesta Básica e Correspondente Carga Horária de Trabalho em Relação ao Salário-Mínimo. Produtos Unidade de medida Gasto R$ em janeiro 2026 Tempo necessário Gasto R$ em fevereiro 2026 Tempo necessário Arroz 3 kg 12,54 02h 42min 12,69 1hr43min Feijão 4,5 kg 21,89 03h 58min 23,27 3hr9min Banana 90 un 69,06 9h 22min 58,73 7hr58min Açúcar 3 kg 13,92 02h 53min 13,35 1hr49min Batata 6 kg 14,27 02h 56min 21,46 2hr55min Café 600 g 39,21 05h 19min 39,35 5hr20min Pão 6 kg 74,22 10h 04min 72,19 9hr48min Tomate 9 kg 55,32 08h 30min 52,23 7hr5min Carne 6,6 kg 284,43 39h 36min 291,10 39hr30min Manteiga 750 g 47,50 06h 27min 48,61 6hr36min Óleo 900 ml 8,53 01h 09min 8,16 1hr6min Farinha 1,5 kg 5,77 01h 47min 6,41 0hr52min Leite 7,5 l 32,91 04h 28min 32,18 4hr22min Custo da cesta e tempo 679,55 92h 14min 679,73 92h13min Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Conforme os dados apresentados na Tabela 3, observa-se que, em fevereiro de 2026, a carne continuou sendo o item que mais demanda esforço laboral para ser adquirido em Santana do Livramento, exigindo 39 horas e 30 minutos de trabalho, uma queda em relação a janeiro, quando o tempo necessário era de 39 horas e 36 minutos. O pão foi o segundo produto com maior tempo de aquisição, passando de 10 horas e 04 minutos para 09 horas e 48 minutos. A banana, por sua vez, apresentou redução no tempo necessário, passando de 09 horas e 22 minutos em janeiro para 07 horas e 58 minutos em fevereiro. De modo geral, a maioria dos itens manteve e diminuiu sua carga horária, reduzindo o tempo total necessário para aquisição da cesta básica de 92 horas e 14 minutos em janeiro para 92 horas e 13 minutos em fevereiro. O cálculo do Índice do Custo da Cesta Básica requer uma atualização mensal, com o intuito de construir uma série temporal que possa refletir a evolução dos preços e, consequentemente, a inflação no que concerne à alimentação na cidade. A equipe executora do projeto faz parte do curso de Ciências Econômicas da UNIPAMPA, campus Santana do Livramento. São eles: Docentes Andre da Silva Redivo (andreredivo@unipampa.edu.br) Carlos Hernan Rodas Cespedes (carloscespedes@unipampa.edu.br) Lucélia Ivonete Juliani (luceliajuliani@unipampa.edu.br) Felipe Gomes Madruga (felipemadruga@unipampa.edu.br) Samanda Silva da Rosa (samandarosa@unipampa.edu.br) Discentes Adair Junior da Silva Igarçaba (adairigarcaba.aluno@unipampa.edu.br) Anna Karoline Lopes Bastos (annabastos.aluno@unipampa.edu.br) Arthur Gonçalves Machado Bachio (arthurbachio.aluno@unipampa.edu.br) Bruno Ocaña Cardoso (brunocardoso.aluno@unipampa.edu.br) Carlos Augusto Silva Dias (carlosdias.aluno@unipampa.edu.br) Caroline Serwatka Alonso Poli (carolinepoli.aluno@unipampa.edu.br) Enrique Darde Ribeiro Freitas (enriquefreitas.aluno@unipampa.edu.br ) Francisco Rodrigues Xavier (franciscoxavier.aluno@unipampa.edu.br) Gabriela Silva Dambros (gabrieladambros.aluno@unipampa.edu.br) Kleysla Gabriela Zambrano Dos Santos(kleyslasantos.aluno@unipampa.edu.br) Luana Gabriele Brum Da Rosa (luanabosa.aluno@unipampa.edu.br ) Murilo Augusto de Sousa Canais (murilocanais.aluno@unipampa.edu.br ) Paulo Antonio Gonçalves Fogaça (paulofogaca.aluno@unipampa.edu.br ) Roberta Daniele de Almeida Brum (robertabrum.aluno@unipampa.edu.br) Roberta Pacheco Cardozo (robertacardozo.aluno@unipampa.edu.br) Washington dos Santos Peres (washingtonperes.aluno@unipampa.edu.br)