Relatório do Índice do Custo da Cesta Básica em Santana do Livramento: Março de 2026 O propósito do Projeto de Cálculo do Índice do Custo da Cesta Básica em Santana do Livramento é mensurar a variação mensal nos preços dos alimentos que compõem a cesta básica. Além de fornecer um indicador que reflete as oscilações nos preços dos itens essenciais, este índice se revela de relevância porque avalia potenciais perdas de poder de compra do salário-mínimo e potencializa o cálculo para o reajuste anual do salário-base dos trabalhadores. Este índice é calculado mediante a aplicação de uma metodologia fundamentada naquela utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). A pesquisa de campo é conduzida em Santana do Livramento durante a última semana de cada mês, abrangendo oito supermercados nos quais se coletam os preços dos produtos que compõem a cesta básica. Tabela 1 ? Variação dos Gastos dos Itens da Cesta Básica entre fevereiro e março de 2026 Produtos Unidade de medida Gastos R$ em fevereiro 2026 Gastos R$ em março 2026 Variação (%) Arroz 3 kg 12,69 12,80 +0,87% Feijão 4,5 kg 23,27 23,76 +2,11% Banana 90 un 58,73 66,00 +12,38% Açúcar 3 kg 13,35 14,33 +7,34% Batata 6 kg 21,46 25,37 +18,22% Café 600 g 39,35 39,07 -0,71% Pão 6 kg 72,19 72,18 -0,01% Tomate 9 kg 52,23 52,75 +1,00% Carne 6,6 kg 291,10 287,75 -1,15% Manteiga 750 g 48,61 49,98 +2,82% Óleo 900 ml 8,16 7,95 -2,57% Farinha 1,5 kg 6,41 5,88 -8,27% Leite 7,5 l 32,18 37,72 +17,22% Total - 679,73 695,54 +2,33% Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Na Tabela 1 acima podemos constatar os gastos mensais com cada um dos alimentos que compõem a cesta básica em Santana do Livramento, nos meses de fevereiro e março de 2026, além da variação percentual observada. O custo da cesta básica entre final de fevereiro e março, em Santana do Livramento, teve um aumento de 2,33%. Em Porto Alegre houve um aumento de, (1,03%) segundo o DIEESE (2026, p. 25). Os produtos no mês de fevereiro que apresentaram alta nos preços foram a batata (14,24%), tomate (9,63%), leite (5,91%), banana (4,43%), feijão preto (4,31%), manteiga (1,01%), arroz (0,73%) e pão (0,26). Por outro lado, alguns alimentos apresentaram queda, como o açúcar (-2,85%), óleo (-2,15%), café (-1,98%), farinha de trigo (-0,97%) e carne (-0,49%). No Gráfico 1 observa-se a evolução dos preços dos itens que compõem a cesta básica no período compreendido entre fevereiro e março de 2026. A variação percentual é calculada com base nos preços médios registrados nos dois meses e expressa a flutuação dos custos desses itens no referido período, o que pode ter implicações relevantes para o orçamento dos consumidores. Gráfico 1 - Variação percentual dos itens da cesta básica entre fevereiro e março de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Observa-se que a batata foi o item com maior aumento no período. Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em março de 2026, o custo da cesta básica no Brasil aumentou em 27 capitais, das 27 capitais pesquisadas. Alguns produtos da cesta básica apresentaram aumento de preços entre fevereiro e março de 2026, embora o comportamento tenha variado entre Porto Alegre e Santana do Livramento. Na capital, sete itens registraram alta: batata (14,24%), tomate (9,63%), leite (5,91%), banana (4,43%), feijão preto (4,31%), manteiga (1,01%), arroz (0,73%) e pão (0,26). Em Santana do Livramento, a quantidade de produtos com elevação foi maior, com nove produtos registrando alta. Por outro lado, quatro dos alimentos apresentaram redução de preços. Em Porto Alegre, a batata foi o item com a maior redução foi o açúcar (-2,85%), comportamento distinto observado em Santana do Livramento, onde esse mesmo produto registrou alta. Outros itens que apresentaram redução simultânea nos dois municípios, como o óleo (-2,15 e -2,57), café (-1,98 e -0,70%), farinha (-0,97 e -8,22%) e carne (-0,49 e -1,15%). Já um item, por sua vez, exibiu comportamento distinto, com aumento em Porto Alegre e queda em Santana do Livramento, como pão (0,26 e -0,01%, respectivamente) O Gráfico 2 apresenta a evolução do custo da cesta básica em Santana do Livramento ao longo de 12 meses, entre março de 2025 e março de 2026. Observa-se que o valor da cesta variou significativamente durante esse período, apresentando altos e baixos. Gráfico 2 - Comparativo do custo da cesta básica em Santana do Livramento, entre os períodos de março de 2025 e março de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. O custo total da cesta básica de Santana do Livramento demonstra uma redução no acumulado de doze meses. Conforme representado no Gráfico 2, o valor passou de R$ 737,68 em março de 2025 para R$ 695,54 em março de 2026, correspondendo a uma variação acumulada de -5,71% no período. Esse resultado reflete a inflação específica dos alimentos essenciais no período, indicando que, para adquirir a mesma quantidade de itens, o trabalhador precisou destinar uma parcela menor de sua renda, em termos absolutos. Embora o salário-mínimo também tenha sido reajustado no período, a leve queda no valor da cesta básica contribui de forma limitada para o aumento do poder de compra, resultando em um ganho real discreto para o trabalhador. A Tabela 2 compila informações relativas ao balanço nos últimos 12 meses no custo de cada item da cesta básica mensal, apresentando a variação entre março de 2025 e março de 2026. Tabela 2 - Comparativo do Custo da cesta Básica por alimento em doze meses Produtos Unidade de medida Gasto R$ em março 2025 Gastos R$ em março 2026 Variação (%) Arroz 3 kg 17,04 12,80 -24,88% Feijão 4,5 kg 31,86 23,76 -25,42% Banana 90 un 64,67 66,00 +2,06% Açúcar 3 kg 15,30 14,33 -6,4% Batata 6 kg 24,83 25,37 +2,17% Café 600 g 38,04 39,07 +2,71% Pão 6 kg 76,61 72,18 -5,38% Tomate 9 kg 87,14 52,75 -39,46% Carne 6,6 kg 274,59 287,75 +4,79% Manteiga 750 g 53,06 49,98 -5,80% Óleo 900 ml 8,29 7,95 -4,10% Farinha 1,5 kg 6,05 5,88 -2,81% Leite 7,5 l 40,19 37,72 -6,15% Total - 737,68 695,54 -5,71% Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Nos últimos 12 meses, os preços dos itens que compõem a cesta básica de Santana do Livramento apresentaram variações distintas, com predominância de quedas, uma vez que a maioria dos produtos registrou redução de preços. Ainda assim, alguns itens apresentaram elevação, com destaque para a carne (4,79%), que registrou a maior alta no período, seguida pelo café (2,71%), batata (2,17%) e banana (2,06%). Em Porto Alegre, a tendência também foi mista, com aumentos em parte dos produtos. Destacam-se as elevações do tomate (8,69%), café (6,82%), pão francês (4,45%), banana (4,02%), carne bovina de primeira (3,49%) e batata (3,36%), indicando pressões mais distribuídas entre os itens. Por outro lado, em Santana do Livramento, as reduções foram mais expressivas e concentradas em produtos básicos essenciais, como arroz (-24,88%), feijão (-25,42%), tomate (-39,46%), além de quedas no leite (-6,15%), açúcar (-6,40%), pão (-5,38%), manteiga (-5,80%), óleo (-4,10%) e farinha (-2,81%). Essas reduções contribuíram significativamente para a diminuição do custo total da cesta no município. Já em Porto Alegre, também houve queda em diversos produtos, com destaque para arroz (-30,88%), feijão (-22,74%), leite (-8,16%), açúcar (-4,94%), óleo de soja (-4,92%), manteiga (-2,79%) e farinha de trigo (-1,69%), evidenciando uma tendência semelhante de alívio nos preços de itens básicos, ainda que com diferenças de intensidade em relação a Santana do Livramento. O Gráfico 3 apresenta a participação percentual de cada item no custo da cesta básica em Santana do Livramento, no mês de março de 2026, evidenciando os alimentos que mais pressionam o custo total. O gráfico permite visualizar o peso relativo de cada produto, ou seja, quanto cada item representa no custo total da cesta. Gráfico 3 - Composição percentual do custo total da cesta básica de Santana do Livramento no mês de março de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Conforme ilustrado no Gráfico 3, verifica-se que o componente mais oneroso para o orçamento é a carne, representando 43% do custo total, seguido pelo pão (11%), banana (9%), tomate (8%), manteiga (7%), café (6%), leite (5%), feijão (3%), batata (3%), açúcar (2%), arroz (2%) óleo (1%) e farinha (1%). O Gráfico 4 apresenta a porcentagem do salário-mínimo comprometida com a aquisição da cesta básica em Santana do Livramento, no período de setembro de 2024 a março de 2026. A análise demonstra a variação mensal do peso da cesta básica sobre o rendimento mínimo legal, evidenciando os momentos em que o custo dos alimentos essenciais representou maior ou menor impacto no orçamento do trabalhador. Observa-se que houve um pequeno aumento, de 41,93% para 42,91% no custo da cesta básica em comparação ao período anterior. Neste contexto, verifica-se que a proporção do salário-mínimo requerida para aquisição da cesta básica é agora de 42,91%. Gráfico 4 - Porcentagem do salário-mínimo utilizada para a compra da cesta básica em Santana do Livramento no mês de março de 2026. Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. A Tabela 3 compila informações relativas ao Salário-Mínimo, o total de horas de trabalho mensal, o custo total da Cesta Básica e o percentual correspondente necessário para adquiri-la. Essa análise revela a elevação do tempo de trabalho requerido para a aquisição da cesta básica, embora ainda seja notável que o consumidor destine aproximadamente metade de sua renda mensal para a compra dos treze produtos que compõem a Cesta Básica. Considerando que o valor do salário-mínimo pago pelas duzentas e vinte horas de trabalho mensal é de R$1.621,00, pode-se concluir que, em janeiro, o trabalhador de Santana do Livramento precisou dedicar 92 horas e 15 minutos para adquirir a cesta básica, enquanto em Porto Alegre o tempo de dedicação foi ainda maior, alcançando 111 horas e 34 minutos. A pesquisa divulgada pelo DIEESE para o mês de fevereiro de 2026 aponta que, para a manutenção de uma família de quatro pessoas, o salário-mínimo necessário seria de R$7.164,94 ou 4,42 vezes o salário-mínimo atual de R$1.621,00. Tabela 3 - Evolução do Valor da Cesta Básica e Correspondente Carga Horária de Trabalho em Relação ao Salário-Mínimo. Produtos Unidade de medida Gasto R$ em fevereiro2026 Tempo necessário Gasto R$ em março 2026 Tempo necessário Arroz 3 kg 12,69 1hr43min 12,80 1hr44min Feijão 4,5 kg 23,27 3hr9min 23,76 3hr13min Banana 90 un 58,73 7hr58min 66,00 8hr57min Açúcar 3 kg 13,35 1hr49min 14,33 1hr57min Batata 6 kg 21,46 2hr55min 25,37 3hr27min Café 600 g 39,35 5hr20min 39,07 5hr18min Pão 6 kg 72,19 9hr48min 72,18 9hr48min Tomate 9 kg 52,23 7hr5min 52,75 7hr10min Carne 6,6 kg 291,10 39hr30min 287,75 39hr3min Manteiga 750 g 48,61 6hr36min 49,98 6hr47min Óleo 900 ml 8,16 1hr6min 7,95 1hr5min Farinha 1,5 kg 6,41 0hr52min 5,88 0hr48min Leite 7,5 l 32,18 4hr22min 37,72 5hr7min Custo da cesta e tempo 679,73 92h13min 695,54 94h24min Fonte: Dados coletados nos pontos de vendas em Santana do Livramento. Conforme os dados apresentados na Tabela 3, observa-se que, em março de 2026, a carne continuou sendo o item que mais demanda esforço laboral para ser adquirido em Santana do Livramento, exigindo 39 horas e 03 minutos de trabalho, apresentando redução em relação a fevereiro, quando o tempo necessário era de 39 horas e 30 minutos. O pão permaneceu como o segundo produto com maior tempo de aquisição, mantendo-se em 9 horas e 48 minutos. A banana, por sua vez, apresentou aumento no tempo necessário, passando de 7 horas e 58 minutos em fevereiro para 8 horas e 57 minutos em março. De modo geral, parte dos itens apresentou aumento na carga horária, refletindo o encarecimento relativo de alguns produtos, o que elevou o tempo total necessário para aquisição da cesta básica de 92 horas e 13 minutos em fevereiro para 94 horas e 24 minutos em março. O cálculo do Índice do Custo da Cesta Básica requer uma atualização mensal, com o intuito de construir uma série temporal que possa refletir a evolução dos preços e, consequentemente, a inflação no que concerne à alimentação na cidade. A equipe executora do projeto faz parte do curso de Ciências Econômicas da UNIPAMPA, campus Santana do Livramento. São eles: Docentes Andre da Silva Redivo (andreredivo@unipampa.edu.br) Carlos Hernan Rodas Cespedes (carloscespedes@unipampa.edu.br) Lucélia Ivonete Juliani (luceliajuliani@unipampa.edu.br) Felipe Gomes Madruga (felipemadruga@unipampa.edu.br) Samanda Silva da Rosa (samandarosa@unipampa.edu.br) Discentes Anna Karoline Lopes Bastos (annabastos.aluno@unipampa.edu.br) Arthur Gonçalves Machado Bachio (arthurbachio.aluno@unipampa.edu.br) Bruno Ocaña Cardoso (brunocardoso.aluno@unipampa.edu.br) Carlos Augusto Silva Dias (carlosdias.aluno@unipampa.edu.br) Caroline Serwatka Alonso Poli (carolinepoli.aluno@unipampa.edu.br) Enrique Darde Ribeiro Freitas (enriquefreitas.aluno@unipampa.edu.br ) Francisco Rodrigues Xavier (franciscoxavier.aluno@unipampa.edu.br) Gabriela Silva Dambros (gabrieladambros.aluno@unipampa.edu.br) José Luiz Fagundes Teixeira ( joseteixeira.aluno@unipampa.edu.br ) Luana Gabriele Brum Da Rosa (luanabosa.aluno@unipampa.edu.br ) Murilo Augusto de Sousa Canais (murilocanais.aluno@unipampa.edu.br ) Paulo Antonio Gonçalves Fogaça (paulofogaca.aluno@unipampa.edu.br ) Roberta Daniele de Almeida Brum (robertabrum.aluno@unipampa.edu.br) Roberta Pacheco Cardozo (robertacardozo.aluno@unipampa.edu.br) Washington dos Santos Peres (washingtonperes.aluno@unipampa.edu.br)